sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Meu Penar

O MEU PENAR


Triste, só e abandonada
Por um amor sem fim;
Tantas vezes sonhei acordada
Para não sofrer assim!

Não é justo este penar
Não é digno este amor,
Viver para chorar
Não é vida, é dor!

Serei capaz de lutar
E viver este anseio?
Fazer ver e acreditar…
A vida não é devaneio!

Acordada estou agora,
Fito e nada vejo
Chegar e ir embora…
Não é só um desejo!

Abri a porta e entraste,
Pensando não ser assim…
Amor, desabrochaste
Não me deixes ver o fim!

Adeus não pode ser
Sinto-o dentro do peito;
Amor, merecer, merecer…
Merece respeito!


Moreira Balde

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